Especial American Life (parte 4)

Publicado por Estilo Madonna em jun.13, 2010

Chegamos a parte final do nosso especial American Life:

>> Die Another Day

Lançamento:: 22 de Outubro de 2002
Compositores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Produtores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Gravadora:: Warner Bros.
Trilha Sonora do Filme ’007 – Die Another Day’

Formatos::

CD Single [EUA/Europa/Japão/Austrália]
CD Maxi Single [EUA/Europa]
Vinil [EUA/Reino Unido/Europa

 

>> American Life

Lançamento:: 24 de Março de 2003 [formato digital]
                     08 de Abril de 2003 [EUA]
                     14 de Abril de 2003 [Europa]
Compositores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Produtores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.

Formatos::

Download Digital [mundialmente]
CD Single [EUA/Europa]
Vinil [EUA/Europa]

 

>> Hollywood

Lançamento:: 03 de Julho de 2003 [Europa]
        08 de Julho de 2003 [EUA]
Compositores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Produtores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.

Formatos::

CD Maxi Single [Reino Unido/EUA/Austrália]
12″ Maxi Single [Reino Unido]


>> Into The Hollywood Groove [Promo Exclusivo GAP]

Compositores:: Madonna, Mirwais Ahmadzai e Stephen Bray
Produtor:: Nile Rogers
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.
Incluída no EP ‘Remixed & Revisited’

 

 

>> Nobody Knows Me [Promo Only]

Lançamento:: 15 de Outubro de 2003
Compositores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Produtores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.

Formatos::

12″ Maxi Vinil Promocional [EUA]

 

 

>> Nothing Fails

Lançamento:: 21 de Novembro de 2003 [Europa]
Compositores:: Madonna, Guy Sigsworth e Jem Griffiths
Produtores:: Madonna, Mirwais Ahmadzai e Mark “Spike” Stent
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.

Formatos::

CD Single [EUA]
CD Maxi Single [Europa/EUA/Austrália]
12″ Maxi Promo-Single [EUA/França]
 

 

>> Love Profusion

Lançamento:: 08 de Dezembro de 2003 [Austrália/Itália/Reino Unido]
        16 de Março de 2004 [EUA/Europa]
Compositores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Produtores:: Madonna e Mirwais Ahmadzai
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.

Formatos::

CD Single [Austrália/França/Reino Unido]
CD Maxi Single [EUA]
Vinil [EUA/Reino Unido]

>> Die Another Day

Direção:: Traktor
Lançamento:: 10 de Outubro de 2002
Local:: Los Angeles

* ‘Die Another Day’ foi na verdade lançado antes do álbum ‘American Life’. Tanto a música quanto o vídeo originalmente apareceram na trilha sonora e no DVD do filme ’007 – Um Novo Dia para Morrer’ juntamente com seu ‘making of’.

* A direção ficou por conta do trio sueco chamado Traktor, mais conhecidos por terem trabalhado com The Prodigy, Fatboy Slim e Basement Jaxx.

* O vídeo mostra Madonna como uma prisioneira que é torturada em um campo situado na Coréia do Norte enquanto, por dentro, seu ego do bem – vestido de branco – e o do mal – vestido de preto -, praticam esgrima. A cena faz referência aos filmes da série James Bond que sempre traz a luta do bem contra o mal.

* Não há cenas reais do filme, mas em determinado momento os egos se enfrentam dentro de um museu James Bond com inúmeros objetos que fizeram parte dos filmes. Madonna aliás participou de uma rápida cena do filme, como instrutora de esgrima.

* Além dessa luta de egos, o vídeo é cheio de símbolos judaicos, como o cinto de couro que Madonna amarra no braço – que só pode ser usado por homens e significa uma ligação com Deus. Há também a cena da cadeira elétrica no final do clipe onde surge um símbolo [o mesmo que Madonna usa como tatuagem no vídeo] com letras em hebraico que significam ‘Não’. Para os judeus, tatuagens significam algo ruim e qualquer judeu que possua uma, ao morrer, deve ser providenciado sua remoção antes de ser sepultado dentro dos rituais judaicos. E como era de se esperar, houve algumas manifestações por parte de judeus contra Madonna pelo uso desses símbolos em um vídeo seu.

 

>> American Life [Versão Original]
Direção:: Jonas Akerlund
Lançamento:: 31 de Março de 2003 [Alemanha/Suécia]
Local:: Los Angeles

Fatos::

* O vídeo de ‘American Life’ foi gravado em Los Angeles na primeira semana de Fevereiro.

* Jamie King foi chamado para coreografar o vídeo e Luigi Moreno ficou responsável pelo cabelo de Madonna.

* Jean-Paul Gaultier, Stella McCartney e Jeremy Scott cuidaram do figurino usado pelos bailarinos e modelos que aparecem no vídeo.

* A idéia para o vídeo foi descrita no site oficial madonna.com: “Este clipe expressa uma visão panorâmica da nossa cultura, do mundo da moda e da guerra pelos olhos de uma super heroína vivida por Madonna. Começando com um desfile de moda militar, com roupas desenhadas por Jeremy Scott, o show faz um mergulho dentro das consequências catastróficas da guerra. Uma obra de arte extremamente polêmica da artista que criou um novo conceito para vídeo clipe.

* O vídeo é de fato polêmico e gerou muita discussão semanas antes do lançamento, dizendo que Madonna era contra os EUA, contra o presidente George W. Bush e de seus planos para bombardear o Iraque. Para tentar acalmar os ânimos, Madonna deu a seguinte declaração: “Me sinto uma pessoa de muita sorte por ser uma cidadã americana por diversos motivos – e um deles é o de ter o direito me expressar livremente, principalmente no meu trabalho. Entendo que tem havido muitos comentários na mídia sobre meu próximo vídeo ‘American Life’ – muitos deles falsos. Não sou contra o presidente Bush. Não sou a favor do Iraque. Eu sou a favor da Paz. Escrevi uma música e fiz um vídeo que expressam meus sentimentos sobre a nossa cultura, sobre os nossos valores e a ilusão do que muitas pessoas acreditam ser o ‘Sonho Americano’ – a vida perfeita. Como artista, espero que meu trabalho provoque pensamentos e debates. Não espero que todo mundo concorde com o meu ponto de vista. Sou grata por ter a liberdade de expressar esses sentimentos e é desta forma que eu honro o meu país.”

* O lançamento da versão original do vídeo aconteceu através do canal alemão VIVA no dia 31 de Março de 2003, mas poucas horas depois ele foi tirado do ar devido ao seu conteúdo polêmico. Para justificar o cancelamento do seu vídeo, Madonna deu a seguinte declaração: “Decidi não lançar meu clipe ‘American Life’ pois ele foi filmado antes de a guerra começar e não acho que seja o momento mais propício para colocá-lo no ar. As pessoas e o mundo estão vulneráveis demais e não quero que ninguém se ofenda ou interprete o meu clipe de forma errada. Espero apenas que tudo termine bem.”

* A grande polêmica deste vídeo estava na cena final em que Madonna arremessa uma granada em direção a um sósia do presidente George Bush. Em uma versão alternativa que passou em alguns canais, esta cena foi alterada e a granada arremessada era pega pelo presidente que a usava como acendedor para seu charuto. Como o vídeo já estava circulando na internet, a Warner Bros. solicitou aos sites decidados à cantora que tirassem todas as imagens do ar.

>> American Life [Versão Censurada/Editada]
Direção:: Jonas Akerlund
Lançamento:: 16 de Abril de 2003 [EUA]
Local:: Los Angeles

Fatos::

* No dia 16 de Abril de 2003 foi lançado uma segunda versão do vídeo de ‘American Life’, chamada ‘Versão Censurada/Editada’. O vídeo trazia apenas Madonna cantando em frente a bandeiras de diferentes países.

* Artistas e fãs torceram o nariz para o vídeo criticando a atitude ‘covarde’ de Madonna por se auto censurar, algo que ela jamais havia feito em 20 anos de carreira.

>> American Life [Director's Cut]
Direção:: Jonas Akerlund
Lançamento:: Não autorizado
Local:: Los Angeles

Segundo a própria Madonna, durante um especial dedicado a ela na MTV americana, existem cerca de dez versões deste clipe. Verdade ou não, o fato é que passado algum tempo de toda a polêmica em torno do vídeo original de ‘American Life’, ‘caiu’ na internet uma versão ainda mais pesada e não censurada dele, contendo cenas reais de guerra, com pessoas feridas e mutiladas. Ironicamente ele não contém a cena da granada sendo jogada em George Bush. Ela é arremessada em direção à passarela.

>> Hollywood
Direção:: Jean-Baptiste Mondino
Lançamento:: 23 de Junho de 2003
Local:: Los Angeles

* Esta foi sexta vez o fotógrafo de moda Mondino trabalhou em um clipe da Madonna. Eles já haviam feito juntos os vídeos de ‘Open Your Heart’, ‘Justify My Love’, ‘Human Nature’, ‘Love Don’t Live Here Anymore’ e ‘Don’t Tell Me’, além de ele ter sido o responsável pelo visual cowgirl usado por Madonna na capa do álbum ‘Music’.

* Para o vídeo de ‘Hollywood’ Madonna usou 20 milhões de dólares em jóias e peças que perteceram à atriz Mae West.

* O clipe foi inspirado em trabalhos do fotógrafo francês Guy Bourdin [1928-1991].

* Tal inspiração gerou um processo do filho de Bourdin em cima de Madonna sob alegação de que ela teria usado a obra do fotógrafo sem autorização.

* Luigi Murenu ficou responsável pelas perucas que Madonna usou neste clipe. Foram cinco no total. Já a maquiagem ficou a cargo de Pat McGrath.

>> Love Profusion
Direção:: Luc Besson
Lançamento:: 04 de Dezembro de 2003
Local:: Nova York

* O vídeo de ‘Love Profusion’ foi feito com base no comercial do perfume ‘Beyond Paradise’, de Esteé Lauder, o qual tem esta música da Madonna como tema. A direção também foi de Luc Besson.

* O vídeo, cheio de efeitos especiais, traz Madonna caminhando por dois diferentes cenários. Primeiro nas ruas de uma grande cidade, à noite, e depois em uma cena que parece ter vindo de um conto de fadas, com uma estrada cercada por uma imensidão azul e por flores que se movem. Linda e com um visual bastante simples, Madonna usa um vestido estampado e seu caminho é seguido por diversas fadinhas.

>> Nobody Knows Me [Aviddiva Remix] – Promocional
* O vídeo de ‘Nobody Knows Me’, assim como o single, foi lançado apenas promocionalmente. Nele, em versão remix com quase 9 minutos de duração, uma compilação de fotos e vídeos de Madonna desde o começo da carreira até o comercial da GAP, ao lado de Missy Elliot, em 2003.

E se você perdeu alguma parte deste especial, clique aqui e confira tudo.


Especial American Life (parte 3)

Publicado por Estilo Madonna em jun.06, 2010

 

>> American Life – Faixa por Faixa

01. American Life [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Nesta música Madonna arrepia com um som funk e rap com tecnologia “techno” de última geração. Ambientada no som louco de Mirwais, que já trabalhou com a cantora em “Music”, álbum de 2000 que vendeu mais de 15 milhões de cópias no mundo todo, é ótima para as pistas e deve ser escutada no último volume.

02. Hollywood [Madonna / Mirwais Ahmadzai]
* Madonna mais uma vez põe a galera para dançar. A música é bem despojada. Estranha de se ouvir na primeira vez; mas na segunda você já entra no clima. Traz ótimos efeitos que, se ouvida pra relaxar, funciona igualmente como numa pista de dança. O som é bem estilo europeu.

03. I’m So Stupid [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Aqui Madonna detona com guitarras e efeitos de batidas techno. Mistura que dá certo, fica melhor ainda com a voz super enlouquecida e fina da cantora. Ótima para agitar as pistas de dança por todo o mundo. Aqui, a tecnologia de ponta mais uma vez é detalhista e bem utilizada.

04. Love Profusion [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* A música é bem estilosa. Tem uma linda harmonia entre os efeitos e a voz de Madonna. Aqui, há a famosa paradinha estilo “Don’t Tell Me”. O refrão de uma frase só “I’ve Got You Under My Skin” não sai da cabeça!.

05. Nobody Knows Me [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Vocoder. Aqui Madonna utiliza o sistema que “robotiza a voz” mas não de forma tão exagerada quanto nas faixas de “Music”. Madonna e Mirwais arriscam e fazem uma música pra lá de inovadora. Poderia ser utilizada para algo “high tech”. Acredita? Só ouvindo mesmo.

06. Nothing Fails [Madonna, Jem Griffiths e Guy Sigsworth]
* Definida como a melhor música de todos os tempos de Madonna. E ela pega. Discreta na primeira vez, simpática na segunda e atrevida da terceira vez em diante. Madonna consegue atingir nossa alma com esta canção e letra. Aqui, o coral The London Community Gospel canta junto com a artista e causa arrepios. O som, singelo e delicado põe qualquer um a ouvir calmamente a música.

07. Intervention [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Ótima balada pra vir depois de “Nothing Fails”. Esta música é mais uma linda balada com voz limpa da Madonna. Triste e melancólica, mas na medida certa.

08. X-static Process [Madonna e Stuart Price]
* Mais uma baladaça. O som futurista está presente, acústico e com violão por cima, a voz de Madonna aqui é a questão principal. Você tem a impressão de estar trancado em uma sala com a cantora, e só tem você e ela ali. A música é simples, original e imortal.

09. Mother And Father [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Madonna totalmente retro e anos 80. A cantora volta no tempo mas leva o som ambientado no século XXI. A voz de Madonna é alterada, mas fica claro que aqui a intenção é a de levar o fã mais antigo ao tempo de “Like A Virgin”. Puro êxtase, esta música fica linda de qualquer jeito. E tem até um rap no meio que casa com a música. Alguém lembra de “Vogue”?

10. Die Another Day [Madonna e Mirwais Ahmadzai]
* Na faixa que, primeiramente, foi gravada para a trilha sonora do filme “007 – Um Novo Dia Para Morrer”, Mirwais e Madonna mostraram que música clássica funciona muito bem com música new age. E ainda sobra espaço pra pancada “techno”.

11. Easy Ride [Madonna e Monte Pittman]
* Com tristeza Madonna fecha o álbum. Esta música é mais uma inovação para Madonna. Tem violinos e um som bem acústico que levemente faz uma viagem à música dance. Clássica, para memorizar.

 

 

>> American Life – O Álbum

Álbum:: American Life
Artista:: Madonna
Produtores:: Madonna, Mirwais Ahmadzaï, Mark “Spike” Stent
Colaboradores:: Stuart Price, Guy Sigsworth, Monte Pitman, Michel Colombier
Participação Especial::The London Community Gospel Choir, Nicki Brown
Mixers:: Mark ‘Spike’ Stent
Colaborador Especial Arte & Design:: M/M Paris Studio
Fotografia::Craig McDean
Gravadora:: Maverick/Warner Bros.
Lançamento Mundial*:: 21 de Abril de 2003

* Lançamento na América do Norte:: 22 de Abril de 2002

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Faixas:: [Álbum Original]

01. American Life [4:58]
02. Hollywood [4:24]
03. I’m So Stupid [4:09]
04. Love Profusion [3:38]
05. Nobody Knows Me [4:39]
06. Nothing Fails [4:49]
07. Intervention [4:54]
08. X-Static Process [3:50]
09. Mother and Father [4:33]
10. Die Another Day [4:38]
11. Easy Ride [5:05]

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Faixas [Compositores e Produtores]::

AMERICAN LIFE
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
HOLLYWOOD
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
I’M SO STUPID
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna, Mirwais Ahmadzaï e Mark “Spike” Stent
LOVE PROFUSION
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
NOBODY KNOWS ME
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
NOTHING FAILS
escrita por Madonna, Guy Sigsworth e Jem Griffiths
produzida por Madonna, Mirwais Ahmadzaï e Mark “Spike” Stent
INTERVENTION
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
X-STATIC PROCESS
escrita por Madonna e Stuart Price
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
MOTHER AND FATHER
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
DIE ANOTHER DAY
escrita por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï
EASY RIDE
escrita por Madonna e Monte Pittman
produzida por Madonna e Mirwais Ahmadzaï

 

Semana que vem terminamos o especial com os Singles e os Vídeos. Até lá! E se você perdeu alguma parte, veja aqui.


Especial American Life (parte 2)

Publicado por Estilo Madonna em mai.29, 2010

Madonna fala sobre o álbum American Life, sobre os americanos e a guerra de Bush no An American Life – A Dateline Special CNN

>> NBC
Madonna, como você nunca viu.
De amores, ao passado e ao presente. Seu casamento, maternidade e o homem cuja fé modificou sua vida.
Por 20 anos Madonna conquistou fãs, chocou, sempre inovando em estilos. E ela não para.
Perguntas difíceis sobre as escolhas que ela fez, sobre o motivo de ter retirado seu vídeo do ar.
E, com tantos contras, será que faria outro filme?
Suas respostas, seu jeito surpreendentemente doce e divertido.
A entrevista que você queria assistir.
O show que levou os fãs ao delírio
Matt Lauer com “Madonna, an American Life.” Um especial do Dateline

>> Matt Lauer:
Boa noite a todos. Fazem realmente duas décadas que nós a conhecemos? Parte showgirl, parte magnata da mídia. Madonna. Ela nunca foi o brinquedo de nenhum homem. Na época, ela era, e ainda é, apenas ela mesma. Ela está nos meados dos 40 anos, ainda mudando, ainda buscando. Mas há definitivamente algo de diferente nela. Talvez seja o casamento, a música, os filhos ou a fé, você decide.
Durante a próxima hora você vai ouvir sobre tudo enquanto falamos com a grande diva. Ela está destemida como nunca, rápida no gatilho e acho que vão concordar que bem divertida também. Tudo isso hoje a noite em “Madonna, an American Life”.

>> NBC
Loucura por Madonna em Nova York. Fãs dando duro na fila por dias, esperando a chance de ver uma rara performance.
Madonna, um ícone pop que parece ter um grande envolvimento em tudo o que faz. Super estrela, super diva, não está se apresentando em um grande palco. Mas em um pequeno palco na loja Tower records, de graça para os sortudos que conseguiram entrar.

>> Matt Lauer:
O que passa por sua cabeça? Quero dizer, você está há poucos momentos de se apresentar diante de centenas de fãs, em uma loja de discos. Como você se sente?

>> Madonna:
Bem, é um pouco absurdo. Quero dizer, nunca fiz nada parecido com isso.

>> Matt Lauer:
Durante toda sua carreira, é a primeira vez que faz algo assim?

>> Madonna:
Sim. Eu estou voltando às raízes.

>> Matt Lauer:
Vamos descer?

>> Madonna:
Claro. Depois vou cantar ‘Hollywood’.

>> Matt Lauer:
O nervosismo passa depois da primeira música? É só no momento em que você entra no palco?

>> Madonna:
Sim, é sempre na primeira música.

>> Matt Lauer:
- Você costuma se esquecer de algo?

>> Madonna:
Na maioria das vezes.
Bem, as vezes esqueço de trechos inteiros de músicas, então começo a me jogar de um lado para o outro no palco, danço feito doida.

>>Matt Lauer:
Olhem os quadris, não os lábios [risos].

>> NBC
Nervosa, acessível, até mesmo recatada. Quem é essa garota?

>> Matt Lauer:
Ok, você já ouviu isso antes, e se você é cínico, terá suas dúvidas. Mas esta parece mesmo ser uma nova Madonna.
Esqueça os dias de ousadia da época da ‘Blond Ambition’. Ela agora está morena, é mãe de dois filhos e, aos 44 anos, está refletindo mais do que reagindo.

>> Madonna:
Eu não dava a mínima para o que estava acontecendo no resto do mundo. Eu só me concentrava em mim, minha carreira, minha vida. Apenas eu, como se estivesse cega.

>> Matt Lauer:
Aqui está algo que você disse: “Eu era uma tola até os 40 anos”.

>> Madonna:
Sim. Eu era.

>> Matt Lauer:
Me parece uma perda de tempo.

>> Madonna:
Mas quem disse que foi desperdiçado?

>> Matt Lauer:
Mas quem se empenha tanto para ser uma tola?

>> Madonna:
Eu não acho que ninguém se empenha para ser algo negativo. É de nossa natureza nos concentrarmos apenas em algumas coisas na vida e esquecermos de várias outras.

>> NBC
Sim, ela já teve muitas outras “encarnações” mudando de imagem como a maioria das pessoas muda de roupa. Mas esta mais recente é talvez a mais próxima do que encontramos nos bastidores. Madonna na meia idade é o que ela canta em seu mais recente álbum, ‘American Life’. Ela é co-autora de todas as músicas. É o seu trabalho mais pessoal em 20 anos de carreira. Há letras intimistas sobre o amor que ela diz ter encontrado ao lado de seu marido, Guy Ritchie assim como na canção título, onde ela não apenas canta rap, mas ela faz uma análise honesta sobre sua vida no mundo material, e nas várias de suas imagens.

>> Matt Lauer:
Vou pegar um verso da música ‘American Life’: “Tentei ser um garoto, tentei ser uma garota, tentei ser uma bagunça, tentei ser a melhor, eu acho que fiz errado, e é por isso que escrevi essa canção, esse tipo de vida moderna é para mim? Esse tipo de vida moderna é de graça?” O que você quis dizer com isso?

>> Madonna:
É, tentando com caras diferentes, tendo diferentes personalidades, sendo andrógina, sendo rebelde, fazendo todas essas coisas. Tentando ser a número um, estar no topo, mas eu acho que fiz errado querendo dizer que… Eu estou 100% certa hoje em dia de que ter a aprovação das pessoas não é um objetivo a se ter na vida.

>> NBC
Então, depois de 20 anos de fama e a fortuna vinda por ser uma super estrela será que Madonna já teve o suficiente sendo Madonna?

>> Madonna:
Eu tenho todas essas coisas, vivenciei todas essas experiências e eu posso lhe garantir que de minha posição de conforto, que para muitos seria estar no topo, que nada dessas coisas são de fato reais.

>> Matt Lauer:
Deixe então eu fazer o advogado do diabo por um instante…

>> Madonna:
Sim, por favor!

>> Matt Lauer:
Parece para mim, Madonna, que você foi beneficiada com a celebridade mais do que qualquer pessoa, você a aproveitou…

>> Madonna:
Beneficiada, mas também tem o outro lado disso…

>> Matt Lauer:
Ok, mas você aproveitou a jornada e agora parece que aos quarenta e poucos anos você olha para trás e diz, “Ter fama não está com nada”.

>> Madonna:
Até certo ponto eu estou, pois eu vejo o quanto obcecadas por fama as pessoas são. Quero dizer, se você está a meio caminho do topo você dificilmente vai poder dizer, “Eu sei que não me trará felicidade”. “Grande coisa”.

>> NBC
Afinal de contas, esta é a mesma mulher que deixou até os mais famosos chocados por sua ânsia pela fama. Só lembrar de um momento com Warren Beatty, no documentário “Truth or Dare”.

Cena do documentário ‘Na Cama Com Madonna:
Médico: Você quer conversar fora das câmeras?
Warren Beatty: Ela não quer viver longe das câmeras. Por que dizer algo se é longe das câmeras? Que sentido há nisso?

Matt Lauer:
Deixe-me ler algo que você disse: “É o fascínio pela vida maravilhosa. Pareça com isto e você será feliz. Dirija este carro e você será popular. Vista estas roupas e as pessoas vão querer dormir com você. É uma ilusão muito forte na qual as pessoas são pegas incluindo eu mesma, ou na qual pelo menos eu estava”.

>> Madonna:
Sim, absolutamente. É claro. Você está também, quero dizer, é nossa natureza. Se ninguém te disser que é uma ilusão, se nada te desviar a atenção disso, então como você poderá mudar, como vai saber?

>> NBC
Mas será esta Madonna mais velha e sábia outra forma de chamar nossa atenção? Afinal de contas ela está em um período crítico em sua carreira caindo na vendagem de discos e sua carreira no cinema por um fio. Mas ela sempre soube muito bem ser o centro das atenções. Tudo o que ela faz acaba se tornando um evento. Uma sessão fotográfica para a revista “W” se tornou uma exposição de arte. Tente baixar seu último CD pela internet e você não obtém as músicas, mas mais um clássico momento de Madonna.

Voz de Madonna:
“Que porra você pensa que está fazendo?”

>> NBC
Não se engane, Madonna está sempre no controle da imagem que ela quer que você veja.

>> Matt Lauer:
Eu já lhe entrevistei pelo menos meia dúzia de vezes…

>> Madonna:
Eu sei, e eu não me lembro de nenhuma delas…

>> Matt Lauer:
Eu sempre tive a impressão de que você era muito feliz com o que você era todas as vezes que falei com você.

>> Madonna:
Sim, até certo ponto eu era, mas como você poderia saber de coisas acontecendo na minha vida pessoal nos meus relacionamentos, na minha família? Como poderia saber se não havia caos em algum lugar em minha vida?

>> NBC
Nós vamos chegar lá depois, mas antes, onde há Madonna, há controvérsia e ‘American Life’ não é exceção. Sim, ela já causou polêmica antes. Com a Igreja e tirando a roupa. Mas desta vez, ela fez algo realmente chocante. Ela não quis ofender as pessoas. Em uma atitude não característica, Madonna cancelou o lançamento de seu vídeo de estréia do álbum ‘American Life’, e criou uma versão censurada. A original a mostrava vestindo uma roupa de guerra em um desfile de moda.

>> Madonna:
Eu filmei o vídeo em Janeiro, mas quando ele foi finalizado estávamos em guerra e muitas das coisas que eu estava tentando alertar as pessoas a respeito era sobre o que acontecia no mundo, mas com tudo o que está acontecendo, com toda aquela destruição, com pessoas morrendo, eu apenas não achei apropriado.

>> Matt Lauer:
Acho que aqui eu devo interrompê-la. Se você queria fazer um vídeo pró-paz e anti-guerra, que época melhor para mostrá-lo do que em tempos de guerra?

>> Madonna:
Eu concordo com você em teoria, mas infelizmente eu sinto que a América está está um lugar muito volátil e há muitas pessoas confusas, e eu não quero me tornar um alvo para…

>> Matt Lauer:
Então é uma questão de segurança pessoal, não é uma falta de vontade de forçar certos limites?

>> Madonna:
Não. É uma combinação de coisas. Eu sou muito a favor de forçar limites, não tenho problemas com isso. Na verdade eu não estava só criticando o presidente Bush. Eu estava voltada para o que os soldados estão passando no Iraque. As coisas estão tão sérias que ninguém seria capaz de enxergar ironia, sutileza, não verão a mensagem.

>> Matt Lauer:
Mas você nunca se importou com isso antes. Esta é a primeira vez que falo com você em 10, 12 anos…

>> Madonna:
Mas nunca estivemos em um momento sério como este.

>> Matt Lauer:
Mas você falou em religião antes, e nunca se importou com o que disseram com sua mensagem, e estou curioso porque você está preocupada com isso agora.

>> Madonna:
Porque…bem, eu não quero provocar apenas por provocar.

>> NBC
Mas será que esta sábia marketeira está pensando vazio? Ela sem dúvida sabe o que aconteceu com as Dixie Chicks quando a vocalista da banda, Natalie Maines disse sentir vergonha de ser do mesmo estado que o presidente Bush.

>> Matt Lauer:
Elas fizeram um protesto conta o presidente dos Estados Unidos, líder de um país livre, na mesma época em que seu vídeo seria lançado, certo? Cínicos diriam que há dinheiro envolvido, que talvez você esteja preocupada com…

>> Madonna:
Não, eu perdi muito dinheiro cancelando aquele vídeo.

>> Matt Lauer:
Espere, mas eles retiraram o CD das Dixie Chicks e o quebraram nas ruas, retiraram suas músicas do rádio e você tem um álbum novo saindo. E se as pessoas não o comprarem?

>> Madonna:
Esta não é a razão, eu lhe dou minha palavra, por Deus, que não é o motivo. É porque eu tenho planos maiores e tenho outras coisas mais importantes a fazer.

>> NBC
A seguir, encontrando o Sr. Ritchie, o homem que lhe trouxe amor, casamento e um filme que foi um fracasso.

>> Madonna:
Eu fiz o filme ‘Evita’, estava para lançar meu disco ‘Ray of Light’ e, sob o ponto de vista externo, tudo estava lindo. Fiz um filme fantástico, lancei um álbum perfeito, tinha uma filha linda, saudável, mas eu estava sozinha. Eu estava sozinha.

>> NBC
Isso foi 6 anos antes, uma época dolorosa em que Madonna fala com tranquilidade.

>> Madonna:
Eu estava com 38 anos quando minha filha nasceu. Eu estava procurando por amor, só que nos lugares errados ou, de repente, eu não sabia o que era o amor. Eu quero estar em um relacionamento com amor e até então eu apenas destruía os bons ou era um atrativo para os idiotas.

>> NBC
Ela não mencionou nomes, mas tente descobrir. Até então ela havia se casado e se divorciado de Sean Penn. Teve um relacionamento dentro e fora das câmeras com Warren Beatty e teve um affair com Dennis Rodman. Uma filha e um rompimento com Carlos Leon. E estes são os que sabemos.

>> Matt Lauer:
Você disse que estava procurando pelo amor nos lugares errados antes disso.

>> Madonna:
Eu não me preocupava com o que eu poderia fazer pelos outros. Eu olhava para as pessoas e pensava, ‘O que elas poderão fazer por mim? Será que eles ficarão bem ao meu lado? Ou vão me complementar o tempo todo? Ou me dar o que eu quero?’

>> Matt Lauer:
Vocé ficou com caras porque ficavam bem ao seu lado?

>> Madonna:
Oh Deus! Talvez uma vez ou outra [risos]. Eu nunca tive esse tipo de conversa, mas, vamos lá. Quantas vezes você já se apaixonou por alguém baseado em aparência física? Quero dizer, acontece com todo mundo. E então duas semanas depois, depois que termina, eles ainda estão em sua casa, como assassinos…

>> NBC
Mas ela não estava mais fazendo suas escolhas boas ou más, baseadas apenas em si mesma.

>> Madonna:
Então eu pensei, ok, agora eu tenho uma filha no mundo, o que vou ensinar a ela? E eu queria respostas a todas essas perguntas porque todas essas coisas ótimas haviam acontecido comigo mas eu ainda não era feliz.

>> NBC
Então finalmente em 1998 ela encontrou o cara que lhe traria a felicidade. Guy Ritchie, um diretor de cinema, inglês, 10 anos mais jovem. Eles tiveram um romance, que cruzou o Atlântico, e se casaram em Dezembro de 2000 apenas alguns meses depois do nascimento de Rocco. Os Ritchies, juntamente com Lourdes alternavam entre suas casas em Londres e Los Angeles. Madonna disse adorar ser mãe e esposa, e apesar do casamento ser desafiador ela disse que o relacionamento nunca esteve melhor.

>> Matt Lauer:
Como é a vida de casada?

>> Madonna:
É boa.

>> Matt Lauer:
Casamento feliz? Dá para definir dessa forma, que você é uma mulher casada feliz?

>> Madonna:
Sim. Sim, eu sou.

>> NBC
Sr. e sra. Ritchie já navegaram por águas turbulentas. Só lembrar de “Swept Away”. Se você não assistiu, de acordo com as bilheterias, poucos viram. Você provavelmente ouviu falar a respeito. O filme foi uma produção em conjunto de sr. e sra. Ritchie. Ela o estrelou e ele o dirigiu. O filme não foi apenas um fracasso, foi um desastre.

>> Matt Lauer:
“Swept Away”. Foi a última vez em que nos falamos. Estava para ser lançado. Bem, o filme foi brutalmente criticado. Quando você se deu conta de que o filme seria um fracasso?

>> Madonna:
Só quando foi lançado. Porque até então eu havia mostrado a meus amigos, todos gostaram, o pessoal do estúdio gostou. Só tive comentários positivos das pessoas.

>> Matt Lauer:
Você mostra o filme a seus amigos e eles seriam honestos com você?

>> Madonna:
Sim.

>> Matt Lauer:
Mesmo sabendo que em um filme em que você e seu marido investiram tanto tempo e energia? Você teria amigos que diriam “eu detestei”?

>> Madonna:
Eles não diriam isso, mas diriam que já fiz coisas melhores ou “não gostei do jeito que você fez isso”. Quero dizer, as pessoas são
honestas comigo, definitivamente.

>> NBC
Os críticos certamente não economizaram palavras. Um chamou de “O naufrágio do navio perdido no mar”, outro de “Catástrofe em uma ilha”. Outro ainda escreveu que ‘Dizer que “Swept Away” não foi bem é o mesmo que chover no molhado’. Nunca a palavra “fede” apareceu tantas vezes na mídia especializada. “Ai!”

>> Matt Lauer:
Deixe eu ler alguns comentários.

>> Madonna:
De quem? Eu não quero ouvi-los. Não me interessa nada de negativo que as pessoas tenham dito.

>> Matt Lauer:
Mas você os leu?

>> Madonna:
Não. Apenas ouvi que foram realmente terríveis.

>> Matt Lauer:
Você não quer mesmo saber o que disseram?

>> Madonna:
Eu não li nenhuma crítica e eu não quero ler.

>> Matt Lauer:
O que você acha de tantas críticas?

>> Madonna:
A maioria das pessoas não lida bem se eu for bem em qualquer outra área além da música. Eu acho que há muita inveja da minha relação com meu marido que estamos apaixonados, que temos filhos lindos juntos e que fizemos um filme juntos. Quero dizer, “como ousamos”, de certa forma. No final das contas não é apenas dizer que não gostaram do filme. Ok, tudo bem que não tenham gostado, mas parece que a coisa é pessoal.

>> Matt Lauer:
Você se considera mesmo capaz de atuar?

>> Madonna:
Sim.

>> Matt Lauer:
E você se acha boa nisso?

>> Madonna:
Sim.

>> Matt Lauer:
Você estava recebendo convites antes e continua a recebê-los?

>> Madonna:
Sim, por incrível que pareça sim.

Diálogo de uma rápida cena da série de TV ‘Will & Grace’ na qual Madonna fez uma participação especial.
- Karen, você não deveria ter comprado esse cheescake, eu estou comendo comida saudável essa semana. Corta em mim, comendo todo esse cheescake!

- Oh Liz, eu adoro quando você diz, “corta em mim”.

>> NBC
De fato, apenas semana passada ela fez sua estréia em uma série, em “Will & Grace”, da NBC.

>> Matt Lauer:
Desde que te conheço, você me disse que não assiste televisão.

>> Madonna:
Sim, não assisto.

>> Matt Lauer:
Então por que alguém que não assiste TV resolveu fazer uma participação em uma série da TV?

>> Madonna:
Honestamente, porque minha empresária me falou da série dizendo que era muito engraçada, que eu tinha de fazer. Então ela me mandou algumas fitas, eu assisti e realmente achei engraçadíssima.

>> Matt Lauer:
Me fale sobre a experiência, como foi estar no set de uma série?

>> Madonna:
Foi ótimo, foi como teatro, afinal tem uma platéia ao vivo. Você só tem uma semana para se preparar, e todos os dias eles mudam tudo.

Diálogo da série:
- Eu tenho este apartamento há 10 anos, porque eu tinha um caso com meu chefe e ele pagava metade do aluguel, então tínhamos um lugar legal para “fazer”. E então ele foi assassinado.

>> Matt Lauer:
Foi mais espontâneo do que fazer um filme.

>> Madonna:
Sim, e eu prefiro.

>> Matt Lauer:
Então parece que você está aberta a fazer novamente?

>> Madonna:
Sim, se isso pode ajudar a outras pessoas.

>> Matt Lauer:
Séries de TV normalmente não são feitas para ajudar outras pessoas.

>> Madonna:
Nunca se sabe, nunca diga nunca.

>> NBC
Na sequência, as armadilhas da fama. Ela sabia delas, e ele [Michael Jackson] também.
De Michael Jackson, ao outro homem em sua vida, no próximo bloco de “Madonna, An American Life”.

>> NBC
Estamos de volta com “Madonna, An American Life”. Um especial do Dateline. Com vocês, novamente, Matt Lauer.

>> Matt Lauer:
De filmes a casamentos, todos os passos de Madonna acabam se tornando notícia. E, sejamos honestos, frequentemente é exatamente isso que ela quer que aconteça. Mas da mesma forma que ela é esperta em chamar sua atenção, ela é ainda mais adepta a manter sua privacidade. Poucas pessoas realmente a conhecem. Então o que queremos saber é qual é de fato o estilo de vida de Madonna.

>> Madonna:
Eu sou a epidemia do sonho americano. Eu vim do nada e fiz de minha vida algo incrível. Eu realizei vários sonhos.

>> NBC
De fato, ‘American Life’ é o seu 16º álbum. Ela teve 12 singles em 1º lugar na Billboard, tem uma fortuna calculada em US$ 300 milhões de dólares. Ela conseguiu o sucesso e viveu o lado negativo disso. É algo do qual ela debocha na música ‘American Life’. Para você ela pode não parecer uma mãe convencional, mas ela diz que tenta viver a vida da forma mais normal possível.

>> Madonna:
Eu sempre me considerei uma pessoa com os pés no chão. Eu procuro não levar toda essa coisa de fama tão a sério assim. Você pode me encontrar em casa lavando meus pratos e minhas calças de ginástica.

>> Matt Lauer:
Você consegue ter um dia normal? Se eu e você quiséssemos ir à Starbucks agora.

>> Madonna:
Ao invés disso, poderíamos tomar um café?

>> Matt Lauer:
Sim, o que você preferir.

>> Madonna:
Eu estou tomando chá agora, e não café.

>> Matt Lauer:
Poderíamos pegar um carro em Los Angeles?

>> Madonna:
Nós poderíamos andar de minha casa, ou de  bicicletas, porque eu moro em Beverly Hills.

>> Matt Lauer:
E você não é  perseguida por aqui?

>> Madonna:
Sim, provavelmente teríamos pelo menos dois grupos de paparazzi nos perseguindo, mas tudo bem, é só fingirmos que eles não estão lá.

>> Matt Lauer:
Quanto tempo levaria até você ser perseguida na rua pelos paparazzi?

>> Madonna:
Eles geralmente estão esperando no final do quarteirão.

>> Matt Lauer:
Como isso te atinge aos 44 anos?

>> Madonna:
Acho muito irritante, mas o que posso fazer? Eu procuro sempre usar a mesma roupa todas as vezes. Assim eles não podem vender as fotos? “Nós já vimos essa foto”! Eu procuro ter uma expressão de tédio, mas parece que eles sempre estão esperando que eu caia de minha bicicleta ou algo assim.

>> Matt Lauer:
Você se sente um pouco como que uma prisioneira da fama que você alcançou?

>> Madonna:
Eu não sei. Eu não me sinto como uma prisioneira, mas se eu me sinto  incomodada quando vou dar uma volta de bicicleta sem que fiquem me seguindo, sim.

>> Matt Lauer:
Como você se sente com seus filhos sendo fotografados?

>> Madonna:
Realmente não gosto disso. Esse é o tipo de coisa que me deixa louca.

>> NBC
Mas ela não tomou medidas extremas para esconder seus filhos diferente de outro ícone pop, Michael Jackson. Quem pode esquecer a cena bizarra de Jackson escondendo o rosto de  seus filhos com máscaras durante o infame documentário feito por Martin Bashir? Podemos dizer que Madonna e Michael são como colegas do showbizz e estiveram juntos na entrega do Oscar, em 1991.

>> Matt Lauer:
Ainda amigos?

>> Madonna:
Oh, eu não falo com ele há séculos.

>> Matt Lauer:
Você assistiu ao documentário?

>> Madonna:
Não, mas comentaram comigo e descreveram algumas cenas e me pareceu horrível.

>> Matt Lauer:
Horrível em que sentido?

>> Madonna:
Me pareceu uma exploração. Eu não sei, eu não gosto de pessoas humilhando os outros daquela forma. Não me pareceu certo ou justo.

>> Matt Lauer:
Você disse: “Humilhação pública de outra pessoa para benefício próprio” É o que você acredita que Martin Bashir tenha feito? “…isso volta para assombrar você, quero dizer…” …todas essas pessoas se arrependerão pelo que fizeram. Deus terá sua vingança”. Você acredita que Deus é vingativo?

>> Madonna:
Primeiramente, eu acredito que todos temos Deus em nós. E temos Deus como qualidades, a habilidade de ser como Deus. Não acredito que Deus nos pune. Creio que nós procuramos nossa própria destruição ou salvação.

>> Matt Lauer:
Então quando “Deus terá sua vingança…”?

>> Madonna:
Então, o que estou dizendo é que, no final das contas, quem for negativo atrairá negatividade para si mesmo. É o que eu chamaria de Karma, eu não sei… de forma técnica, o que vai, volta.

>> Matt Lauer:
Sim, isso mesmo, você entendeu.

>> NBC
Como em tudo que faz, Madonna é rígida quanto a manter seu karma positivo. Ela pratica Yoga, tem uma dieta macrobiótica, e é uma estudante devotada de cabala, uma forma mística de judaismo, que objetiva organizar a religião. Madonna disse que a cabala modificou totalmente sua vida.

>> Matt Lauer:
Você a definiu como punk rock.

>> Madonna:
Sim.

>> Matt Lauer:
Eu não sei o que você quis dizer. Por que diz isso?

>> Madonna:
Porque para mim punk rock é pensar fora do contexto, fora do programa, fora do que foi estabelecido, é isso.

>> Matt Lauer:
Você disse uma vez que é como ter os códigos do universo.

>> Madonna:
E é isso mesmo, a Cabala é ter os códigos do universo.

>> Matt Lauer:
É difícil, quero dizer… é maravilhoso.

>> Madonna:
E não é maravilhoso ter leis do universo e conhecê-las? Viver sua vida de acordo com elas, e mudar o mundo para melhor?

>> Matt Lauer:
Então quando eu te pergunto, qual sua religião?

>> Madonna:
Eu não tenho religião, não gosto dessa palavra “religião”.

>> Matt Lauer:
Mas você tinha uma religião. E qual era?

>> Madonna:
Sim, fui criada como católica, mas foi algo imposto por meus pais, por minha família, pois é o que o meu pai é.

>> Matt Lauer:
Então se te perguntarem, você não tem religião?

>> Madonna:
Sim.

>> Matt Lauer:
“Eu sou espiritual”.

>> Madonna:
Sou uma cabalista.

>> NBC
Madonna regularmente tem aulas de cabala no Centro de Cabala, em Los Angeles, com seu marido, Guy Ritchie, e a filha de 6 anos, Lourdes.

>> Madonna:
Minha filha vai todos os domingos à uma aula de espiritualidade para crianças onde ela aprende a dividir, a dar, o poder de suas palavras,  e isso a modificou imensamente. Meu marido é muito interessado no assunto porque ele sempre foi uma pessoa muito científica e ele era totalmente darwinista quando o conheci. Não estava interessado em Deus, na Bíblia, em nenhuma dessas coisas. Mas por ser algo tão enraizado na ciência, foi algo no qual ele embarcou.

>> NBC
Madonna tem estudado cabala por 7 anos. E é tão importante para ela que é este cara, seu professor, o rabino Eitan Yardeni e não o sr. Ritchie, que ela quis
que entrevistássemos com ela.

>> Matt Lauer:
Então você entende que ocupa um lugar muito importante na vida dela.

>> Eitan Yardeni:
Absolutamente, sem dúvidas.

>> NBC
Então como é quando o professor de cabala conhece a “material girl”?

>> Matt Lauer:
E então chega Madonna!

>> Madonna:
Eu estava grávida na época, 6 meses e meio.

>> Matt Lauer:
Ok, e então chega Madonna grávida! Qual era a imagem que você tinha de Madonna antes de conhecê-la?

>> Eitan Yardeni:
Honestamente, eu não sabia muita coisa sobre ela.

>> Matt Lauer:
Mas você sabia quem ela era?

>> Eitan Yardeni:
Sim, claro, sabia quem ela era, mas conhecia pouco a seu respeito. Sabia que ela era uma rebelde, e por isso a cabala foi tão poderosa para ela.

>> Matt Lauer:
Eu acho que é muito óbvio ver uma mudança nela, inclusive é fácil de se ouvir uma mudança nela.

>> Matt Lauer:
Quais mudanças você percebeu em Madonna?

>> Eitan Yardeni:
Ela julga menos, está mais tolerante, menos ego, está mais humilde, tem mais compaixão, menos reativa, é capaz de ter uma visão mais ampla das coisas ao invés de reagir com temperamento e sofrer frequentemente.

>> Matt Lauer:
Quando todos vamos à escola, percebemos que algumas pessoas são melhores alunos que outras, em todos os sentidos. Então, qual a percentagem de pessoas que entende isso?

>> Eitan Yardeni:
Eu diria que há muitos níveis de entendimento. Há pessoas que captam 1% da cabala, e melhoram suas vidas em 1%. Tudo depende do quanto você se esforça para isso.

>> Matt Lauer:
E quantas pessoas entendem 99% da cabala? Poucas.

>> Eitan Yardeni:
Mas, cabala é para todo mundo, de acordo com a capacidade de entendimento de cada um.

>> Matt Lauer:
Onde Madonna entra nesse…

>> Madonna:
Eu sabia que você ia fazer essa pergunta.

Eitan Yardeni:
Eu diria que Madonna está na categoria de 1% das pessoas que realmente compreende.

>> Matt Lauer:
Então ela está na área de 99%?

>> Eitan Yardeni:
Sem dúvidas.

>> NBC
E Madonna também é uma aplicada estudante de música. Ela ficou apaixonada por violão quando ganhou um de seu marido quando estava grávida de Rocco. Ela continuou a ter aulas de música com seu professor Monte Pittman e mostra o que aprendeu.

>> Madonna tentando ensinar Matt Lauer a tocar violão:
Ok. Então você pega seu dedo indicador e polegar e coloca aqui e o dedo médio nesta posição. Então isso vai aqui. Solte isso, droga.

>> Matt Lauer:
Estou confuso.

>> Madonna:
Ok. Vejamos se eu lhe ensinei tudo direito.

>> Matt Lauer:
Se eu consegui tocar 3 notas, já vai ser tudo para mim.

>> Madonna:
Mas se conseguirmos te fazer aprender a tocar depois disso, então, hey.

>> Matt Lauer:
Eu sempre quis tentar algo assim.

>> Madonna:
Você é competitivo?

>> Matt Lauer:
Sim.

>> Madonna:
Bom.

>> Matt Lauer:
Sou muito competitivo.

>> Madonna:
Ok. Você quer que eu, uma mulher, seja melhor do que você tocando violão? Ok, você não é tão competitivo. Bem, então você…. vai ser bom, é gostoso. Onde está sua confiança em si mesmo, homem?

>> Matt Lauer:
Como você se avaliaria agora, em uma escala de 100%? Você seria um B?

>> Madonna:
Sou provavelmente um C.

>> Matt Lauer:
Monte?

>> Monte Pittman:
Ela é um B.

>> Madonna:
Monte! Não sou. Eu não tenho a teoria musical em mim mas eu consigo tocar algumas músicas do Led Zeppelin.

>> Matt Lauer:
Você consegue tocar Zeppelin?

>> Madonna:
Vamos lá, Monte.

[Madonna então começa a tocar a introdução de 'Stairway To Heaven' de Led Zeppelin. Matt Lauer fica impressionado.]

>> Matt Lauer:
[com cara de espanto] Nossa, é “Stairway to Heaven”!

>> Madonna:
Mas é realmente difícil.

>> NBC
Ela está além de superstar, ela atingiu status de ícone. Mas neste dia, Madonna está o mais próxima possível, autografando CDs para os fãs. Um sinal dos tempos de que até mesmo a mulher que mais vendeu discos na história tem de promover seu produto. ‘American Life’ não é apenas qualquer disco. Apesar disso há quem diga, na indústria da música, que Madonna precisa se conectar com o público jovem.

>> Matt Lauer:
Uma matéria em particular no New York Times, dizia: “Madonna, instituição e rebelde, mas não exatamente a diva dos mais velhos.” Se referindo ao declínio nas vendas e mostrando sinais do final de sua carreira. Como você vê sua relevância hoje em dia com a música conquistando o público?

>> Madonna:
Você obviamente leu o New York Times.

>> Matt Lauer:
A propósito, sim, eu li.

>> NBC
Sim, a matéria do New York Times basicamente diz que Madonna…

>> Madonna:
Que sou irrelevante.

>> Matt Lauer:
Que você vai ter dificuldades agora de se conectar com o “público alvo”, que compra os CDs.

>> Madonna:
E daí?

>> Matt Lauer:
Você concorda com isso?

>> Madonna:
Não sei, eu não vejo sentido em escrever uma matéria desse tipo. No final das contas, qual a relevância de Aretha Franklin, de Frank Sinatra, qual a relevância de todos os artistas? Nós temos que atingir uma determinada faixa etária? Ter um apelo para um público específico para ter relevância? Isso é absurdo. É desrespeitoso e absurdo.

>> NBC
Mas ela se preocupa com as princesas do pop, conseguindo atenção e vendendo.

>> Madonna:
Eu não estou querendo ter o mesmo apelo que Britney Spears e Christina Aguilera. E eu também não estou tentando, eu estou apenas fazendo o que quero.

>> Matt Lauer:
Mas você gostaria que esses jovens de 17 anos comprassem seus discos. Quero dizer, hoje você tem a idade dos pais deles.

>> Madonna:
Ótimo, e um dia Britney Spears vai chegar a idade dos pais dela e também a mulher que escreveu a matéria. É algo absurdo de se dizer e sem sentido. Se eu gostaria que pessoas de todas as idades se interessassem por minha música? Sim. Por uma razão apenas. Não, na verdade duas. Uma é que eu sinto que tenho mensagens importantes para passar, e seria bom que chegasse aos jovens. O quanto mais eu vendo discos, mais dinheiro eu faço e quanto mais dinheiro eu tenho, mais eu posso ajudar aos outros.

>> Matt Lauer:
As pessoas hoje em dia ouvem seu nome e dizem…

>> Madonna:
Santa, santa! [risos]

>> Matt Lauer:
Santa é a 1a palavra, mas se perguntam, “Por que ela ainda é famosa?”

>> Madonna:
Como se fosse uma pergunta que eu responderia.

>> Matt Lauer:
Por que você ainda é famosa?

>> Madonna:
Por que você está me fazendo essa pergunta?

>> Matt Lauer:
Por que você ainda é famosa? É auto-promoção, é…

>> Madonna:
Oh por favor, “auto-promoção”…

>> Matt Lauer:
Não, deixe eu lhe perguntar…

 

Madonna imita Marilyn Monroe

>> Madonna:
Uma vez famoso, sempre famoso. Quero dizer… Marilyn Monroe morreu há séculos e ainda é famosa.

>> Matt Lauer:
Talvez fama seja a palavra errada, mas há muita gente por aí com tanto talento como você ou talvez um pouco menos, que não é mais famoso. Quero dizer, você começou com pessoas nesse ramo e hoje em dia não falamos mais delas. Por que ainda falam sobre você?

>> Madonna:
Eu não sei, pergunte a eles. Eu não ouço comentários de outras pessoas, eu apenas faço o que quero, digo as coisas que quero dizer, se as pessoas querem ouvir, isso é ótimo.

>> NBC
O que nos traz para onde começamos. Uma super estrela nervosa, se preparando para algo novo em sua carreira.

>> Matt Lauer:
Você está nervosa porque as músicas são novas ou por estar em contato com seus fãs?

>> Madonna:
Apenas nervosa por estar fazendo um bom trabalho. Quando toquei outro dia com você no hotel eu estava nervosa.

>> Matt Lauer:
É mesmo?

>> Madonna:
É, eu errei a música umas três vezes, e é melhor não mostrarem isso no programa.

>> Matt Lauer:
Não vamos mostrar isso.Vamos descer?

>> Madonna:
Claro.

>> Matt Lauer:
Você costuma se esquecer de algo?

>> Madonna:
Na maioria das vezes. Para ser honesta, as vezes esqueço as letras de minhas próprias músicas.

>> Matt Lauer:
E você tem que recomeçar?

>> Madonna:
Sim. Vou entrar no palco agora.

>> Matt Lauer:
Ok, e eu vou com você? Por isso eu tenho praticado violão.
Achei que tivéssemos um acordo.
Boa sorte.

Madonna então sobe ao palco, dentro da Tower Records, onde centenas de fãs eufóricos gritam e aplaudem sua deusa maior. Bastante tranquila e bem humorada ela conversa com os fãs e canta algumas faixas do álbum ‘American Life’ e encerra a apresentação com uma versão ‘country’ improvisada da clássica ‘Like A Virgin’, a pedido da platéia. Ela esquece trechos da letra, mas é ajudada pelos fãs que cantam em coro. Em determinado momento, Madonna ajoelha-se no chão e refaz uma rápida sequência da apresentação histórica de 1984 quando esteve no palco do VMA pela primeira vez. O público delira e a estrela se acaba em risadas.

>> Matt Lauer:
Ainda Madonna, e ainda fazendo do seu jeito.
E para todos aqueles críticos que questionam seu estilo, seus filmes e até mesmo sua relevância, pensem nisso:
Já fazem 20 anos desde seu álbum de estréia e ela ainda é uma força a ser reconhecida. Seu álbum ‘American Life’ é número 1.
Como um fã certa vez disse, “Madonna só vai terminar quando ela disser que terminou.”
Eu sou Matt Lauer, agora fiquem ligados para as notícias locais.
E de todos da NBC News, tenham uma boa noite.

 

  •  
    • Madonna começou a gravar o álbum American Life no final de 2001, logo após encerrar as filmagens de Destino Insólito [Swept Away] na Europa.
      Enquanto trabalhava nele em Londres Madonna teve de fazer uma pausa no estúdio para poder se dedicar à sua participação na peça Up For Grabs entre Maio e Junho de 2001. Além disso, ela também fez uma rápida aparição no filme 007 – Um Outro dia para Morrer [007-Die Another Day]. A finalização do trabalho em estúdio só aconteceu no final de 2002.
    • Em Outubro de 2002 durante uma entrevista ao apresentador Larry King, programa no qual estava promovendo Destino Insólito, Madonna usou o termo ‘Ein Sof’, que em hebraico quer dizer ‘sem fim’, o que gerou rumores de que este viria ser o título do seu próximo disco. [Anos mais tarde a própria viria a declarar em uma entrevista que na realidade este título acabou sendo mudado porque a maioria das pessoas teria dificuldades de pronunciá-lo e/ou mesmo compreendê-lo]. No início de 2003 chegou a ser revelado que o disco se chamaria ‘Hollywood’ até que finalmente confirmou-se o título ‘American Life’ em 10 de Fevereiro.
    • O projeto American Life só começou a tomar forma de verdade em Janeiro de 2003, em Los Angeles, quando Madonna posou para as fotos promocionais. Todas as imagens do disco foram feitas por Craig McDean e, segundo informações não confirmadas oficialmente, as sessões teriam custado 415 mil dólares. McDean já havia trabalhado com Madonna um ano antes em um ensaio para a revista Vanity Fair.
    • American Life foi todo produzido por Madonna e Mirwais Ahmadzai, com quem ela trabalhou em seu disco ‘Music’, além da faixa tema do filme 007, Die Another Day. Mirwais também fez a maior parte da programação do álbum e foi guitarrista em todas as faixas.
    • Outros colaboradores no projeto foram Stuart Price [co-autor da faixa 'X-Static Process'] e Monte Pittman [co-autor de 'Easy Ride']. Ambos já haviam trabalhado com ela na turnê ‘Drowned World’. Monte, aliás, foi professor de violão de Madonna na época em que estava gravando o disco ‘Music’. Já Stuart foi baixista e tecladista durante a turnê e mais tarde voltaria a colaborar com Madonna no disco ‘Confessions on a Dance Floor’. Ambos recebem agradecimentos de Madonna no encarte do álbum ‘por boas vibrações e sapatos legais’.
    • Guy Sigsworth também aparece no disco, na co-autoria de ‘Nothing Fails’ ao lado de Madonna e Jem Griffiths. Ela já trabalhara com ela antes na faixa ‘What It Feels Like for a Girl’ e é melhor conhecido por trabalhar com a cantora Bjork.
    • Michel Colombier, que também trabalhou no disco ‘Music’, aqui colaborou nas faixas ‘Easy Ride’, ‘Nothing Fails’ e ‘Die Another Day’. Infelizmente, ele faleceu em 2004.
    • Uma jovem e inovadora equipe de designers franceses chamada M/M Paris foi a responsável pela excelente arte do disco American Life. Este foi o primeiro trabalho deles com Madonna. A M/M Paris é uma parceria entre Michael Amzalag e Mathias Augustyniak e são melhores conhecidos pela colaboração com a cantora Bjork em seus álbuns ‘Vespertine’ e ‘Greatest Hits’, co-dirigiram o clipe ‘Hidden Place’ e ainda trabalharam em um livro seu lançado em 2001.
    • Com o lançamento do disco já em vista era natural que Madonna exigiria total sigilo sobre seu conteúdo e também que fossem tomadas todas as providências para que ele não chegasse à internet antes do lançamento oficial, como ocorrera com ‘Music’. Para tanto, a Warner Music tratou de colocar na internet diversos arquivos falsos em formato mp3 como forma de dificultar qualquer acesso às faixas. E quando o usuário conseguisse fazer o download de algum arquivo, ao abri-lo era pego de surpresa por uma gravação da própria Madonna dizendo ‘What the fuck do you think you’re doing? [O que diabos você pensa que está fazendo?]‘.
    • Mesmo assim era óbvio que nem a Warner nem a Madonna deixariam de explorar as vantagens da Internet em benefício próprio. Para tanto, o álbum completo foi disponibilizado temporariamente para audição gratuíta no site MTV.com uma semana antes do lançamento oficial. Mais de 700 mil pessoas acessaram o arquivo dando ao site um novo recorde.
    • Devido a alguns trechos explícitos na letra da faixa título, o disco recebeu uma tarja de ‘Aviso aos Pais’ na capa. Esta foi a segunda vez que um disco de Madonna recebera este aviso. A primeira vez foi em 1992 no disco ‘Erotica’.

 

Você ficou com vontade de ver essa entrevista? Nós já demos a dica para você baixá-la. Relembre aqui.

No Final de Semana que vem, tem mais uma parte do especial American Life! E, se você perdeu a parte um, acesse aqui. Até lá!


Especial American Life (parte 1)

Publicado por Estilo Madonna em mai.22, 2010


Foram dois anos sem que Madonna entrasse em estúdio para lançar um trabalho inédito. Dois anos em que ela se dedicou à uma turnê [a qual focava basicamente seus dois álbuns anteriores, 'Music' e 'Ray Of Light' e que preenchia um 'vazio' de oito anos desde sua última excursão mundial], a um filme, à uma peça teatral e, é claro, à sua família.

Dois anos que deram à Madonna tempo e ‘material’ suficiente para fazer uma verdadeira viagem ao seu íntimo e nos revelar ‘o outro lado’ de uma jornada que iniciara 20 anos antes, quando ela começara a correr atrás do seu sonho americano e a sentir na pele que não se tratava de uma caminhada fácil. E ela chegou aonde quis e, no fim, descobriu que nada é o que parece.

‘American Life’ é o convite de Madonna ao ouvinte para sentar-se ao seu lado e ouvir o que ela tem a dizer e descobrir que, na realidade, ninguém a conhece.

Desde o dia 11 de Setembro de 2001, quando Nova York e Washington sofreram ataques terroristas, o clima de revolta e a ânsia dos americanos por vingança acabou refletindo, e muito, no meio artístico, já que o dito sentimento de patriotismo parecia ser mais forte do que a razão. E desta forma, toda e qualquer celebridade que se mostrasse oposta à esta ânsia era alvo de boicote e não eram permitidas exceção. Madonna não fugiu à regra.
 
No dia 1º de Abril ela adiou o lançamento do vídeo promocional de ‘American Life’, faixa de abertura e título do seu álbum de inéditas que ainda não havia sido lançado, e não se tratava de piada referente ao dia dos bobos. Madonna sabia muito bem o que estava fazendo para tentar amenizar as consequências de quem escolhe ser uma revolucionária, mesmo que não admitisse isso.

Imagens do vídeo censurado de American Life

Pela primeira vez em 20 anos de carreira Madonna deixava de ir contra as regras. “Decidi não lançar meu clipe ‘American Life’ pois ele foi filmado antes de a guerra começar e não acho que seja o momento mais propício para colocá-lo no ar. As pessoas e o mundo estão vulneráveis demais e não quero que ninguém se ofenda ou interprete o meu clipe de forma errada. Espero apenas que tudo termine bem”, justificou.

 No vídeo, Madonna aparece como uma guerrilheira, usando uma farda do exército, forte referência ao guerrilheiro argentino Che Guevara, dirigindo-se a um desfile de moda em meio a guerra, com corpos dilacerados, crianças árabes e sósias de inúmeras celebridades, entre elas, o presidente George Bush, para quem Madonna arremessa uma granada. Segundo Madonna, em entrevista, existem cerca de dez versões deste clipe.

Para acalmar os ânimos, foi feito outro vídeo às pressas em que Madonna aparece cantando em frente a um painel onde são exibidas bandeiras de vários países, inclusive a do Brasil.

 As causas e efeitos disso na vida pessoal da Madonna são mais sombrias do que podemos imaginar. Até mesmo as constantes ameaças que Madonna sofrera, sem saber se eram dos ditos aliados ou não, que colocavam em risco até mesmo a sua família. Por isso mesmo, vamos nos ater aos acontecimentos profissionais em que, pela primeira vez, a artista dava um passo para trás e, às pressas, lançava mão de sua obra para respeitar o momento vivido e, até mesmo, poupar a sua vida.

 ’American Life’ nasceu a partir de reflexões de Madonna a respeito de sua trajetória e, principalmente, dos perigos da fama, a qual ela classifica como ‘uma grande mentira’, mesmo sendo a celebridade que melhor se beneficiou dela. E isso fica bem evidente já na primeira faixa do disco. Na letra, Madonna faz uma paródia de si mesma, mencionando suas constantes mudanças na imagem, sua busca incansável pela realização do sonho americano, o qual conseguiu alcançar, e ainda inclui um rap onde faz um verdadeiro deboche de tudo o que tem, ‘…eu tenho um motorista e um jatinho, um jardineiro e uma estilista, você acha que estou satisfeita? [...] estou apenas vivendo o sonho americano e acabo de me dar conta de que nada é o que parece ser”.

 Lendo cada uma das letras do disco você percebe claramente que Madonna está abrindo mão de tudo aquilo que muitas pessoas passam a vida toda tentando alcançar e que ela, hoje, considera impróprio ou inútil.

 Com ‘Hollywood’, Madonna leva o ouvinte para um passeio pelas ruas da terra da ilusão, onde tudo é glamouroso e belo, e faz você se sentir como se estivesse andando de carro através das famosas avenidas de Los Angeles por onde costumam desfilar os grandes nomes do cinema.

 Para ‘I’m So Stupid’, Madonna mais uma vez mostra o desapego, desta vez de sua ambição que por anos fora sua maior característica, inclusive dando nome à sua turnê de maior impacto na história, ‘Blond Ambition Tour’ de 1990 e que a pôs no ao lado dos maiores nomes do showbizz. Mas isso não necessariamente quer dizer que ela tenha deixado de ser uma pessoa ambiciosa. Afinal de contas, foi assim que ela chegou onde chegou.

 Em ‘Love Profusion’ Madonna fala sobre o amor enquanto que em ‘Nobody Knows Me’ ela responde diretamente à todas as críticas que sofrera ao longo da carreira, principalmente por jamais ter se enquadrado em padrões que são simplesmente aceitos pela maioria sem jamais serem questionados. Este, aliás, sempre foi um ponto que a incomodou muito, o fato de não ser compreendida. Madonna sempre teve total controle e noção sobre tudo o que lhe envolve e sabe bem que tudo o que disser ou fizer terá algum tipo de reação e, na maioria das vezes, elas retornam de forma não muito positiva. E até hoje ela se aborrece com o fato de que ainda tentam lhe impor um modo de vida, como se alguém tivesse poder sobre isso. Passividade nunca foi e nunca será uma característica sua.

No clipe de Love Profusion, Madonna aparece mais calma e o vídeo traz muitas cores!

 ’Nothing Fails’ é a canção mais emocionante do álbum. Uma balada forte que toca o ouvinte e que, em certos momentos, até deixa dúvidas sobre seu real significado. Seria esta uma declaração de amor a Cristo? Apesar de admitir não seguir qualquer religião, Madonna tem um lado espiritual muito forte. Sua dedicação à Cabala é referência desde a época do álbum ‘Ray Of Light’ e ela sempre procura usá-la em seus trabalhos.

 ’Intervention’ e ‘X-Static Process’ são as faixas mais reflexivas do álbum com Madonna fazendo um mergulho dentro de si mesma.

 Assim como acontecera em 1989, no disco ‘Like A Prayer’, com ‘American Life’ Madonna mais uma vez volta à sua infância e revive a morte de sua mãe. Na faixa ‘Mother And Father’ ela dialoga com seus pais em frases como ‘Oh mãe, por que você não está aqui comigo?’ e ‘Sim, pai, você sabe que eu não sou tão livre assim’. Em uma entrevista ela declararia mais tarde, ‘Esta música foi minha maneira de deixar que a tristeza passasse para que eu pudesse seguir em frente’. E assim o fez.

 Quando gravou ‘Die Another Day’ para a trilha sonora do filme ’007 – Um Outro dia para Morrer’, Madonna não tinha a intenção de incluí-la em um de seus álbuns, porém, sua gravadora decidiu que era muito conveniente aproveitar o sucesso do filme e o desempenho dela nas paradas e dar um impulso a mais no álbum. A faixa na realidade acaba quebrando a sequência de todas as faixas dele. A letra traz uma disputa de egos e, mesmo tendo feito sucesso, foi considerada a pior música tema da série James Bond pelo cantor Elton John. Críticas a parte, Madonna comentou sobre como foi gravar esta música em uma entrevista a Larry King, do canal CNN, ‘Todo mundo quer gravar uma música tema para os filmes de James Bond e eu nunca gostei da idéia de fazer o que todo mundo faz. É uma atitude perversa minha, não acha? Então eu pensei a respeito e disse, ‘quer saber de uma coisa? James Bond precisa experimentar techno!”

 O disco fecha com ‘Easy Ride’, uma canção que tem um clima um pouco triste, mas que fala sobre uma garota que sai pelo mundo em busca de realizações, da boa vida e que no fim volta para casa, para viver tranquilamente, criar seus filhos sem preocupações.

 ’American Life’ é um álbum para quem tem ouvidos exigentes e bom gosto, e talvez justamente por esse motivo não tenha sido muito bem compreendido pelo grande público, já acostumado com modismos passageiros de pouco conteúdo, descartáveis.

 Mesmo com toda a polêmica gerada em torno do clipe da faixa título, que chegou a ser exibido por algumas emissoras de TV antes de Madonna decidir bani-lo, o álbum está longe de ser considerado um fracasso. Obviamente que, se comparado com o padrão Madonna de vendas, ‘American Life’ é até hoje o disco que menos rendeu. Porém, artisticamente, é Madonna pura em seu momento de grande inspiração.

 A polêmica maior aqui foi na realidade pelo fato de Madonna, pela primeira vez em sua carreira, se auto-censurar. Algo totalmente inaceitável, principalmente para os fãs, acostumados com a ‘loira ambiciosa’ que sempre quebrou regras e levou suas idéias até às últimas consequências. Diversos artistas manifestaram surpresa, como a cantora Shakira, por exemplo, que declarou estar decepcionada com a atitude de Madonna. Só que Madonna sabia muito bem o que estava fazendo. Afinal de contas, ninguém precisava lembrá-la de que, na mesma época, a vocalista da banda The Dixie Chicks, declarou em uma entrevista que sentia vergonha de dizer que nascera no mesmo estado que o então presidente George Bush. O resultado disso foi um grande boicote aos CDs da banda, que acabou banido de muitas lojas. Além de inúmeras rádios ao redor dos EUA que recusaram-se a executar suas músicas.

 Mas as consequências para Madonna foram até sutis. Mesmo com o clipe tendo uma versão muito abaixo dos padrões que ela atingira ao longo da carreira e com os singles alcançando baixas posições nas paradas, o álbum teve seu merecido reconhecimento pela maioria dos críticos. Além disso, o álbum chegou ao primeiro posto da Billboard onde permaneceu durante uma semana.

 Não é de hoje que existe uma grande resistência, principalmente dos próprios americanos, em relação à relevância de Madonna não apenas no meio artístico, mas em todas as áreas onde ela decidiu que iria trabalhar. Muito se fala sobre o fim de sua carreira e com ‘American Life’ não foi diferente. Muitos afirmaram que aquele seria seu último trabalho e de que ela afundaria completamente por ter a ousadia de resistir ao tempo e suas mudanças. Só que ela ainda está aí e, mesmo vendendo muito menos do que se esperava, ‘American Life’ lhe garantiu ótimos frutos. Principalmente para uma época onde a facilidade da internet e com a pirataria em alta, vender 3 milhões de cópias ainda é um feito conseguido somente por aqueles que têm acima de tudo qualidade.

Veja o clipe American Life, na versão censurada e sem cortes!

 

 

Crítica não recebe bem novo álbum de Madonna
[do site Terra Música]

O mais novo álbum de Madonna, ‘American Life’, chegou às lojas no dia 21 de Abril de 2003 e levou vários críticos a indagar se, depois de 20 anos no centro das atenções do mundo musical, a Material Girl não teria perdido seu tino.

Como acontece com todas suas criações, o 10º álbum inédito da cantora vem acompanhado de uma boa dose de polêmica que visa alimentar o interesse antes do lançamento do álbum, o primeiro de Madonna em quase três anos.

O videoclipe do primeiro single do álbum foi tirado do ar por conter imagens ofensivas de Madonna atirando uma granada de mão contra um sósia de George W. Bush – imagem que Madonna disse que poderia ser mal interpretada, no momento em que os EUA estavam em guerra com o Iraque.

Também foi aberta uma exposição de arte de vanguarda no bairro do Soho, em Nova York, contendo imagens de Madonna em uma série de poses espalhafatosas, inclusive uma em que ela está sendo ameaçada por coiotes.

E a cantora vem provocando a ira das pessoas que tentam descarregar suas faixas de graça, pela Internet, ao difundir nos sites de compartilhamento de arquivos musicais alguns arquivos falsos, para servir de isca. Quando o ouvinte os abre, a única coisa que ouve é uma mensagem crítica de Madonna, que inclui palavrões.

Polêmicas e uma blitz publicitária não constituem novidades a cada vez que Madonna tem um produto novo a vender, mas desta vez os críticos dizem que a música não está à altura da publicidade.

“Pela primeira vez numa carreira notável que já dura 20 anos, Madonna derramou seu dom quase místico de se reinventar num buraco negro artístico”, escreveu o crítico de música do Philadelphia Inquirer, Tom Moon.

“American Life não é apenas a coisa mais vazia que Madonna já fez, como é um desses projetos de grande orçamento que só faz sentido como auto-indulgência de uma megaestrela, um misto nauseante de ritmos, barulhos e lamentos sem sentido sobre sua infância ferida”, diz a crítica. Uma das letras diz: ‘Houve um tempo em que eu tinha mãe. Era bom’.”

CANSADA E CONFUSA

Jim Derogatis, crítico do Chicago Sun-Times, também recebeu mal o trabalho mais recente da cantora.

“Em American Life vemos Madonna soando um pouco cansada, repetitiva, esgotada”, escreveu Derogatis, acrescentando: “É espantoso, mas, mesmo depois de duas décadas no mercado, ela ainda não aprendeu a cantar.”

Dizendo que o álbum “é confuso e confunde”, o crítico concluiu: “Realmente, Madonna, será que já não passou da hora de você tirar umas boas férias, bem compridas? Parece que você está precisando.”

Mesmo o The New York Times, que adotou um tom mais sóbrio, escreveu: “Com frequência o álbum se aproxima do psicoblábláblá de compositoras como Jewel.”

Apesar das críticas, outros admitiram que o disco fosse deixar as prateleiras voando. “Madonna nunca foi e nunca será vista como cantora e artista séria”, disse Thomas O’Neil, autor de um livro sobre os prêmios Grammy e dono do Web site GoldDerby.com.

“Ela é a equivalente para a música pop de um vampiro: nunca pode ser morta. Ela simplesmente transcende as críticas negativas e as previsões de que sua carreira chegou ao fim”.

Em seu dia de estréia, ‘American Life’ chegou ao terceiro lugar na lista dos álbuns pop mais vendidos da Amazon.com. O primeiro lugar era da sensual cantora Norah Jones, a grande vencedora do último Grammy, e o segundo é de outra mestre na arte de reinventar a ela mesma, Cher.

Semana que vem, continuamos o especial American Life com a entrevista concedida por Madonna falando do álbum e também fatos e curiosidades! Até lá!

Não deixe de conferir as letras e traduções deste álbum: American Life


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