Enrico de Prata

Enrico de Prata

Título: ENRICO DE PRATA (Madonna para crianças / Col. No ritmo das letras)
Autor: Madonna
Tradução: João B. Ximenes Braga
ISBN: 85-325-1893-1
Páginas: 50
Formato: 21×26
Ilustração: Rui Paes
Preço sugerido: R$ 38,00
Lançamento oficial: 07 Jun 2005

O Livro:


‘A lição mais importante que as crianças precisam aprender é que estamos todos conectados uns aos outros no nível da alma e precisamos aprender a amar o próximo e a cuidar dele, não importa o que for necessário! Que nossos pensamentos, palavras e ações realmente afetam aqueles próximos de nós. Que mudar o mundo começa com uma idéia. Que o amor pode tudo’, declarou Madonna na época do lançamento de ‘As Rosas Inglesas’, o primeiro de seus cinco livros para crianças, todos dirigidos a leitores a partir de 6 anos.

Madonna fez história no mundo editorial com a publicação de ‘As Rosas Inglesas’, que aconteceu simultaneamente em 30 idiomas, e em mais de 100 países, no ano de 2003, tornando-se o livro de mais rápida vendagem da história escrito por um autor infantil estreante, ocupando sempre o primeiro lugar na crítica do New York Times de best-sellers infantis e permanecendo na lista por 18 semanas.

Depois vieram ‘As maçãs do Sr. Peabody’, ‘Yakov e os Sete Ladrões’ e ‘As aventuras de Abdi’ e agora ‘Enrico de Prata’, que conta a história do homem mais rico e mais infeliz do mundo. Apesar dos castelos de Enrico serem colossais, de seus cavaleiros serem os mais rápidos, de seus sanduíches serem enormes, ele é melancólico e mal-humorado. Até que embarca em uma fantástica aventura que o leva a descobrir o maior tesouro da vida.

Enrico de Prata, quinto e último livro de uma série de best-sellers infantis escritos por Madonna, fez com que a pop-star voltasse à Nova York para a semana do lançamento. As comemorações começaram com uma festa para mais de 400 convidados na ultra-requintada Bergdorf Goodman, loja na Quinta Avenida. Depois os fãs tiveram a oportunidade de encontrar a estrela distribuindo autógrafos na Borders. Madonna também planeja uma leitura especial numa biblioteca da cidade de Nova York.

A renda de todos os livros foi doada para a fundação cabalística Spirituality for Kids Foundation e cada um deles lida com temas como incerteza, ciúme, inveja, superação de obstáculos, e o poder das palavras.

Os projetos gráficos dos cinco títulos também fazem muito sucesso. E são mesmo primorosos e irretocáveis. Impressos em papel especial, trazem ilustrações de profissionais do gabarito de Jeffrey Fulvimari, Andrej Dugin e Olga Dugina, Gennady Spirin e Loren Long, todos grandes mestres do traço, premiados e internacionalmente famosos. Além, claro, de Rui Paes, desenhista português que ficou a cargo de ilustrar esse último e não menos talentoso livro da megastar.

Críticas:


O último belo livro ilustrado da lenda pop Madonna. Madonna continua encantando as crianças e os fãs vendendo seus luxuosos livros. O capítulo final desta coleção de fábulas nos remonta ao século VIII, buscando inspiração na França e na Itália, onde o egoísta Lotsa de Casha tenta descobrir o segredo da verdadeira felicidade. Uma leitura cômica, grandiosa produção e fabulosas ilustrações – a perfeita conclusão para uma sequência de sucesso.

NOVA YORK (Reuters) – O novo livro infantil de Madonna, Lotsa de Casha, que chega às livrarias dos Estados Unidos nesta semana, traz uma lição e tanto da diva pop de 46 anos que uma vez se chamou de Material Girl.

“Lotsa era de longe o homem mais rico do país. Ele tinha tudo que o dinheiro podia comprar“, diz a primeira frase do livro, o quinto que ela lança em 18 meses. “Mas havia um pequeno problema. Não importava quanto dinheiro Lotsa de Casha ganhasse, ele não era feliz.”

O livro termina com a lição de moral: “Quando você aprende a dividir, você não encontrará apenas felicidade. Você também encontrará um amigo.”

 
Madonna

Madonna promove seu novo livro em NY (07/06/05)

Madonna Ciccone Ritchie, que fez uma atuação inesquecível no palco da MTV há cerca de 20 anos ao cantar Like a Virgin, disse ter deixado para trás algumas excentricidades e é adulta agora. “Gosto de pensar que estive evoluindo e transformando toda minha carreira, eu cresci”, disse ela à Reuters em uma entrevista.

Seu novo livro, com ilustrações do artista português Rui Paes, acompanha a transformação de um Galgo com um forte sotaque italiano, que perde tudo, mas encontra um amigo em um conto de fadas levemente barroco. “A mídia gosta de dizer que é apenas mais uma de minhas máscaras”, disse ela sobre a sua carreira de autora. “Mas é muito mais profundo que isso.”

Madonna é conhecida por sua personalidade camaleão, ora colocando roupas sexy e cantando músicas sugestivas, ora puxando para o misticismo ocidental e o judaísmo. De modo similar, a escritora Madonna redigiu uma série de livros que pouco se parecem uns com os outros.

Cada um dos cinco finos volumes teve um ilustrador diferente. Mas todos são baseados na mesma mensagem, insiste a pop star: “Nada é o que parece ser”. Apesar das críticas sobre a qualidade duvidosa da escritora, Madonna não pára de vender seus livros. Nicholas Callaway, da editora Callaway Arts & Entertainment, disse que mais de 2 milhões de exemplares de seus livros infantis já foram vendidos, traduzidos em 40 idiomas e comercializados em mais de cem países.

 

As Figuras:


Rui PaesRui Paes nasceu em Pemba, Moçambique, em 1957, filho de um arquiteto e de uma escritora. Tinha quase oito anos quando começou a desenhar. Terminou o curso de pintura, em 1981, e ganhou o prêmio revelação na Exposição Nacional de Arte Moderna, Arús. Desde 1986 mora em Londres e quando foi contatado pela Callaway Editions, a editora dos livros infantis de Madonna, estava em Gênova.

flivrosl03O trabalho com ‘Enrico de Prata’ durou um ano e meio, consumindo dez horas diárias de esforço e criatividade. Seis meses para concepção e para a estruturação, oito para a pintura, em aquarela. Ao todo foram 70 aquarelas, numa escala entre vinte e quarenta por cento acima do tamanho em que o livro foi impresso. Durante todo este processo, Paes e Madonna se falaram apenas duas vezes.

Entrevista:


O processo de trabalho para o livro, foi cansativo?
Fisicamente sim, pois passava de 10 a 12 horas por dia sentado em uma cadeira que não era adequada para o trabalho. Fiquei com um problema que quase não podia me mexer. Então, os editores me enviaram uma cadeira adequada e a Madonna enviou-me sua massagista.

Como classifica o seu trabalho?
Como uma defesa, uma recompensa. É uma coisa que me dá prazer fazer. Agregar e desagregar aspectos da minha vivência.

É, por exemplo, pegar da arte barroca que tanto gosta e desconstruí-la?
Sim, e com todo respeito. Na época, eles eram gênios.

Acha importante um artista poder explicar a sua obra?
Sim. É um bom exercício poder refletir sobre o que você faz. É dispor de um meio para poder ver ponto-a-ponto.

Fazer essas ilustrações foi um projeto novo para você?
Havia feito um livro para minha mãe, na África. Mas sempre tive vontade de ilustrar um livro infantil. O meu entusiasmo cresceu com ‘O Gnomo’, ilustrado pelo pintor português Antônio Quadros.

Gosta da fantasia e da exuberância na arte?
Quando adequada sim. Gratuita, acredito que não. Ficção científica… hmm, não é a minha. Os filmes são ricos e lindos, mas me cansam um bocado. E vão muito longe, gosto de ficar mais por perto.

Mas esse seu trabalho reflete esse lado de fantasia…
Sim, mas sinto-me mais perto. Talvez por ter sido eu a fazer. Foi muito importante para mim criar um fundo histórico que deu vida aos personagens do livro. Então, no estilo Barroco, pude pesquisar bastante para minha inspiração e vestimentos da época.

Teve um grande cuidado nessa pesquisa que realizou?
Sim, inclusive dos elementos de continuidade, de uma imagem para outra. É mais ou menos com fazer um filme. Quero dizer, é tudo muito cênico. Quando o cocheiro de ‘Enrico de Prata’, por exemplo, abre a cortina e mostra o interior da casa, ele quer dizer que ali está sendo dado o início do espetáculo.

Curiosidades:


- Faz parte da coleção ‘No Ritmo das Letras’

- O trabalho com ‘Enrico de Prata’ durou um ano e meio, consumindo dez horas diárias de esforço e criatividade. Seis meses para concepção e para a estruturação, oito para a pintura, em aquarela. Ao todo foram 70 aquarelas, numa escala entre vinte e quarenta por cento acima do tamanho em que o livro foi impresso. Durante todo este processo, Paes e Madonna se falaram apenas duas vezes.

- O livro foi publicado em 37 línguas e lançado em mais de 110 países.