As Rosas Inglesas

As Rosas Inglesas
Título: AS ROSAS INGLESAS (Madonna para crianças / Col. No ritmo das letras)
Autor: Madonna
Tradução: João B. Ximenes Braga
ISBN: 85-325-1598-4
Páginas: 48
Formato: 20.6×26
Ilustração: Jeffrey Fulvimari
Preço sugerido: R$ 35,00
Lançamento oficial: 15 Set 2003

 

 

O Livro:


Jeffrey Fulvimari‘As Rosas Inglesas’, o primeiro livro infantil escrito por Madonna, é uma história de rivalidade e amizade entre garotas de idade escolar na Londres contemporânea. O livro tem 48 páginas e capa dura, com desenhos coloridos do renomado ilustrador de moda Jeffrey Fulvimari.

A história acompanha quatro garotas – Nicole, Amy, Charlotte e Grace – que têm onze anos e são grandes amigas, inseparáveis. ‘Elas são praticamente grudadas na cintura uma da outra’, escreve Madonna em ‘As Rosas Inglesas’, e todas ‘tinham um pouco de inveja de uma outra garota do bairro’ – uma linda menina chamada Binah, cuja vida aparentemente perfeita as deixa ‘verdes de inveja’. Entretanto, quando uma espevitada fada-madrinha apreciadora de pão de centeio as leva numa viagem mágica, elas aprendem uma lição surpreendente sobre as diferenças entre aparência e verdade.

Madonna usou de sua própria vivência para escrever este livro: ‘Quando criança, eu sentia inveja de outras garotas por várias razões. Tinha inveja por elas terem suas mães, por elas serem mais bonitas ou mais ricas’, diz ela. ‘Só quando você cresce é que percebe quanto tempo perdeu com esses sentimentos.’

Por conta de seu lançamento em escala global, ‘As Rosas Inglesas’ assegurou seu espaço na história do mercado editorial. Foi lançado no dia 15 de setembro de 2003, com a regra rígida de começar a ser vendido às 8 horas (horário de Greenwich) em 30 línguas e em cerca de cem países. Callaway Editions, com sede em Nova York, é o editor original e licenciou o livro através da Wylie Agency para 32 casas de renome, incluindo Gallimard Jeunesse da França, Penguin Books for Young Readers no Reino Unido e Hanser Verlag na Alemanha.

A criação de ‘As Rosas Inglesas’ foi marcada pelo mais alto padrão de produção, incluindo elementos inusitados como papel premium, impressão digital de alta qualidade, e uma capa laminada com um efeito de brilho especial.

‘As Rosas Inglesas’ é o primeiro de seis livros infantis de Madonna. Os demais se passam em épocas e lugares diferentes. Cada um apresenta novos grupos de personagens desenhados por diferentes ilustradores consagrados. Cada livro é totalmente diferente do outro, mas todos trazem uma importante e inspiradora mensagem às crianças de todas as idades – inclusive às crescidas.

 

A Autora:


As Rosas Inglesas
A maioria das pessoas acha que eu construí uma carreira baseada em fazer o inesperado e, de certa forma, elas estão certas. Se eu me via fazendo muitas coisas nesta vida, escrever livros infantis nunca foi uma delas. Então, como isso aconteceu?Claro, criar duas crianças faz a maioria das pessoas, incluindo eu, crescer pelo menos um pouco. Também nos torna mais responsáveis e mais reflexivos sobre nossas próprias atitudes e suas conseqüências para aqueles à nossa volta.Ler para os meus filhos à noite parecia ser o momento ideal para lhes ensinar uma ou duas coisas sobre a vida, o amor e a busca da felicidade.

Um selo de aprovação do mundo inteiro jamais seria tão importante para mim quanto o de minha filha. Se ela se mostrasse inquieta, caísse no sono ou tentasse pegar outro livro enquanto eu lia para ela minha ‘obra inacabada’, eu sabia que não tinha terminado meu trabalho.

‘As Rosas Inglesas’ é a primeira de cinco histórias que escrevi. Trata de inveja e ciúme – e como esses sentimentos causam tanto sofrimento desnecessário em nossas vidas. Como eu queria ter lido algo sobre esses temas quando eu ‘batia no joelho do meu avô’.

Eu espero que esses livros infantis inspirem crianças de todas as idades – inclusive às crescidas.

 

Madonna no Lançamento do Livro:


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Entrevista:


» Confira a entrevista concedida por Madonna na época do lançamento do livro:

As Rosas InglesasVocê havia dito que, embora se visse fazendo muitas coisas em sua vida, escrever livros infantis nunca foi uma delas. Por que decidiu escrever esta série, e por que agora?
Madonna: Por duas razões. Eu tenho duas crianças agora e elas são uma grande fonte de inspiração. Encontrei meu caminho espiritual e aprendi muitas coisas. Entre elas, a importância de partilhar isso e o desejo de iluminar os outros. Crianças são naturalmente abertas e expansivas, então achei que deveria começar por elas a partilhar o que aprendi.

Você disse que este livro é sobre ciúme e inveja, e como essas emoções causam tanto sofrimento desnecessário em nossas vidas. Houve algo específico em sua experiência, quando adulta ou criança, que tornou esse tema especialmente relevante para você?
Madonna: Quando criança, eu senti inveja de outras garotas por várias razões. Tinha inveja por elas terem suas mães, por elas serem mais bonitas ou mais ricas. Só quando você cresce é que percebe quanto tempo perdeu nesses sentimentos. Agora, evidentemente, eu sinto o inverso. Seja com pessoas tendo inveja de mim e portanto sendo cruéis comigo, seja com garotinhas sentindo inveja da minha filha e se afastando dela.

Você disse que sua filha foi de grande ajuda no processo de criação do livro e ao lhe mostrar, quando estava terminado. Como assim?
Madonna: Ela se envolveu muito no processo criativo. Ela me dizia quando a história ficava chata. Ela pediu a garotas para lhe contarem suas coisas favoritas, e ela me ajudou a escolher os ilustradores.

Quais eram os seus livros favoritos quando criança?
Madonna: The Giving Tree (A árvore generosa); Charlotte’s Web (A teia de Charlotte), Winnie the Pooh (O ursinho Puff), Alice no País das Maravilhas, The Chronicles of Narnia (As crônicas de Nárnia), The Secret Garden (O jardim secreto).

Existe um tema comum aos cinco livros?
Madonna: Cada um deles lida com temas que criam conflitos para todas as crianças: Incerteza, ciúme, inveja, superar obstáculos, aprender a não julgar as pessoas, o poder das suas palavras. Espero que haja uma lição em cada livro que ajude as crianças a transformar situações assustadoras ou dolorosas em experiências engrandecedoras.

Em 1992, você chocou o mundo com o livro de fotos Sex. Agora você entra no outro extremo do universo editorial. O que se passa na sua cabeça quando pensa no caminho que traçou de lá para cá? Como você mudou?
Madonna: A jornada que fiz entre Sex e agora foi muito vasta e complexa para defini-la em algumas frases. Mas posso dizer que hoje vejo o mundo e meu papel nele de forma diferente.

Você disse que a maioria das pessoas acredita que você fez sua carreira em cima de surpresas mas sem, como mencionou em entrevistas anteriores, “pensar profundamente sobre as conseqüências”. O que mudou para fazê-la pensar nas conseqüências de seus atos?
Madonna: Ter filhos me levou a uma reação em cadeia de levantar questões e procurar respostas. Achei respostas quando comecei a estudar a Cabala há sete anos e meio. Percebi que havia, e continua a haver, uma reação no mundo a todas as minhas palavras e ações, boas ou más. Senti as implicações do carma pessoal e global.

Você atingiu o sucesso em tantas áreas diferentes: como mulher de negócios e artista na música, nos vídeos, no cinema, na televisão, nos shows e por aí em diante. Como escrever esses livros infantis foi diferente de sua experiência ao trabalhar num novo disco ou vídeo? E como a satisfação com os livros difere da que você alcançou nas outras áreas?
Madonna: Eu não estou fazendo dinheiro com esses livros, sabia desde que comecei a escrever que todo centavo que ganhasse seria usado para ajudar crianças. Então fiquei livre e pela primeira vez na vida minha criatividade não foi motivada por ego ou ganância.

Qual é a lição mais importante que as crianças de hoje precisam aprender sobre a vida, o amor e a busca da felicidade?
Madonna: A lição mais importante que as crianças precisam aprender é que estamos todos conectados uns aos outros no nível da alma e precisamos aprender a amar o próximo e cuidar dele, não importa o que for necessário! Que nossos pensamentos, palavras e ações realmente afetam aqueles próximos de nós. Que mudar o mundo começa com uma idéia. Que o amor realmente pode tudo.

 

Críticas:


Esqueça a Madonna dos velhos tempos, ela oferece ao leitor, e principalmente às meninas, uma mensagem importante: Julguem o livro, não a autora.

USA Today

Madonna definitivamente está aprontando alguma coisa.

The Wall Street Journal

 

As Figuras:


As Rosas Inglesas
O responsável pelas belas ilustrações do livro da Madonna é Jeffrey Fulvimari. Ele nasceu em Akron, Ohio, e estudou Artes no Cleveland Institute of Art e no Cooper Union em Nova York. Suas ilustrações já apareceram em revistas relevantes como Vogue, Harper’s Bazaar, Elle britânica, Glamour, Mademoiselle, Interview, Newsweek, Details, Detour, Travel + Leisure e Visionaire. Ele tem trabalhado em projetos de moda, comerciais para televisão e campanhas publicitárias impressas para a Barney’s de Nova York, Kodak, The Museum of Modern Art de Nova York, Chanel, cosméticos Stila, Limited/Express, Neiman-Marcus, The Gap, Estee Lauder, Helmut Lang, Anna Sui, Jill Stuart, Hush Puppies, Guerlain, o canal de TV Lifetime e Kenneth Cole, entre outros.

Jeffrey já produziu uma lata da Pepsi para colecionadores no Japão e colaborou com as emissoras MTV, Nick at Night e VH-1 em projetos de animação. Ele tem um bem-sucedido programa de licenciamento no Japão, criando estampas para roupas, acessórios, roupas de banho, lenços, relógios e cerâmica.

Sua capa para a caixa de CDs The Complete Ella Fitzgerald Songbooks ganhou um Grammy em 1994 de melhor embalagem de CD. Ele também criou a arte para o um dos CD’s de Tori Amos, Scarlet Walk.

» Confira a entrevista concedida por Jeffrey na época do lançamento do livro:

As Rosas InglesasFale-nos um pouco sobre como você desenvolveu seu estilo.
Jeffrey Fulvimari: Se você vir os meus cadernos de desenhos de quando eu tinha 16 anos, vai notar que a temática do meu trabalho ainda é a mesma. Meu estilo atual surgiu depois de anos fazendo outras coisas. Tenho dívida tanto com Ben Shahn quanto com Andy Warhol. Mas, na verdade, foi David LaChapelle, meu melhor amigo quando me mudei para Nova York, que me estimulou a fazer o que estou fazendo.

Sua arte teve uma enorme influência no mundo da moda e do design. Como aconteceu?
Jeffrey Fulvimari: Quando comecei a desenhar, em todo lugar só havia fotos, fotos, fotos, e eu percebi que havia um vácuo a preencher. Escolhi fazer ilustrações justamente porque era uma arte morta, desprezada e ridicularizada no mundo da arte dito sério.

Que artistas o influenciaram mais?
Jeffrey Fulvimari: Os primeiros que me impressionaram foram Peter Max e Charles Schulz. Warhol, claro, foi uma grande influência. O que adoro em Andy Warhol é que ele incluía todo tipo de pessoa em seu mundo. Também sempre admirei Walt Disney pelo calor das produções em que ele botava sua mão. A estilista Anna Sui, que foi uma das primeiras pessoas a me contratar, também me influenciou muito. Ela é uma das poucas designers bem-sucedidas que procura e estimula novos talentos.

Você tem uma surpreendente habilidade para criar arte que agrada a garotas e mulheres. Por quê?
Jeffrey Fulvimari: Tenho muitas mulheres na minha família, então, por osmose, minha vida foi um mestrado em coisas de que as mulheres gostam.

Qual é seu método de trabalho?
Jeffrey Fulvimari: Eu começo com um rascunho tosco. Então eu redesenho partes e o escaneio no computador para manipular a imagem. Daí chego a uma imagem que parece um desenho espontâneo. Tem gente que vê computadores como opressivos, mas eu adoro ter um.

Este é seu primeiro livro infantil. Conte-nos sobre os desafios de ilustrar para crianças em comparação com seus outros trabalhos.
Jeffrey Fulvimari: Com As Rosas Inglesas eu pude ser expressivo e leve, usando temas que não seriam tão alegres num trabalho para adultos. Eu, de fato, fiquei conhecendo as meninas do livro. Ilustrar é como atuar – você incorpora os personagens que desenha, você os veste e descobre como eles reagiriam a certas coisas. As Rosas Inglesas foram os primeiros personagens a quem dei vida. Elas pareciam ser minhas filhas e eu me sinto um pai protetor.

Descreva o processo criativo ao fazer este livro com Madonna e Callaway.
Jeffrey Fulvimari: Com Madonna, trabalhei sobretudo via Internet. Ela sabia exatamente o que queria, o que não me surpreendeu nem um pouco. Ela era muito específica e, portanto, uma grande diretora de arte. Nicholas Callaway, expert em livros infantis, foi uma constante fonte de apoio, boa vontade e idéias. Nós começamos, como com qualquer trabalho de ilustração, com rascunhos, e as quatro rosas saíram direto da minha caneta. Tudo feito em segredo, então realmente era algo diferente, eu trabalhava escondido mesmo dos amigos que me hospedavam na cidade.

Você tem um senso de cores maravilhoso. De onde isso veio?
Jeffrey Fulvimari: Meu senso de cores é quase sempre aleatório. Adoro ser aleatório. Muito da minha educação foi com professores que estudaram na Bauhaus, então teoria das cores era levada a sério.

Você está satisfeito com o resultado final?
Jeffrey Fulvimari: Claro que estou. Esse trabalho me lembrou que desenhar é divertido, o que foi uma das razões para escolher esta profissão desde o início.

Você acha que o livro vai agradar a meninos?
Jeffrey Fulvimari: As coisas são muito divididas em categorias hoje em dia. O livro nos traz uma história valorosa, que pode ser traduzida para muitas situações e pontos de vista diferentes.

O que você espera que as crianças ganhem com este livro?
Jeffrey Fulvimari: Eu espero que elas tenham assunto para conversar, e espero que as aproxime de seus pais e professores. Espero que elas gostem dos desenhos e percebam que eu criei um mundo que agrade a seu senso de bem-estar.

Apesar de você ser renomado no mundo da moda, você ainda é uma espécie de segredo bem guardado. Por quê?
Jeffrey Fulvimari: Sempre fui uma espécie de outsider. Eu trabalho sozinho a maior parte do tempo, vivo nas montanhas e mando tudo por e-mail, e a maior parte do meu trabalho está no Japão. O Japão é o lugar certo se você é um ilustrador. Eu tenho trabalhado lá há muito tempo e é difícil manter esse ritmo e, ao mesmo tempo, me tornar conhecido em Nova York, onde os trabalhos são em menor quantidade e mais espaçados, mesmo para os que são conhecidos. Também acho que os americanos são um pouco insensíveis quando se trata de desenhos.

Quais são seus próximos projetos?
Jeffrey Fulvimari: Bem, há quatro anos eu tenho uma grife de design no Japão, e dedico a isso a maior parte do meu tempo. Essa marca vai ser lançada nos EUA na primavera de 2004.
Que conselho você daria a crianças que queiram virar um artista famoso como você?
Jeffrey Fulvimari: Não espere ser contratado, comece a desenhar como se já estivesse trabalhando. Vá direto ao topo. Submeta-se às críticas mais cruéis possíveis e à rejeição. Acostume-se com isso porque nunca acaba, então quanto mais cedo se tornar imune, melhor.

Como você vê o seu sucesso?
Jeffrey Fulvimari: O que ficou claro para mim através dos anos é que, na labuta do dia-a-dia, desenhar é apenas um trabalho como qualquer outro. Às vezes é muito, muito divertido, mas na maior parte do tempo é um trabalho sério com responsabilidades e deveres. Sim, é um sonho e na maior parte do tempo eu me sinto sortudo, mas tem um lado brutal.

 

Curiosidades:


- ‘As Rosas Inglesas’ teve uma tiragem inicial de 1,4 milhão de exemplares mundo afora e se tornou um best-seller mundial instantâneo.

- Nunca um livro para crianças de um escritor iniciante vendeu tanto e tão rápido.

- Estreou e permaneceu por 18 semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos do The New York Times na categoria infantil.

- Na Inglaterra, entrou em segundo lugar na lista do BookScan, atrás apenas de ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’.

- Na França, chegou à terceira edição na primeira semana.

- No Brasil, a primeira edição, de 25 mil exemplares, se esgotou na semana de lançamento do livro.

- As Rosas Inglesas vendeu mais de 500.000 cópias em todo o mundo.

- Foi publicado em 37 línguas e lançado em mais de 110 países;

- Em 2006, foi anunciado que haveria uma continução desse livro. O volume 2 se chama ‘The English Roses, Too Good to be True’ (As Rosas Inglesas, Bom Demais Para ser Verdade) e foi lançado no dia 24 de Outubro de 2006.

 

Material Promocional:


Abaixo você confere alguns itens lançados com o tema “Rosas Inglesas”.


As Rosas Inglesas
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